Qual a melhor dieta, para perder peso?

Com tantas informações, às vezes contraditórias, surgem muitas perguntas em relação à nutrição. Uma delas é a seguinte: qual a melhor dieta, a longo prazo, para perder peso?

De acordo com o artigo publicado pela Faculdade de Medicina de Harvard, a comparação realizada no estudo DIETFITS* entre as dietas low-carb (restrição de carboidratos) e low-fat (restrição de gorduras) evidenciou resultados semelhantes para quase todos os aspectos avaliados, desde a perda de peso até a redução dos níveis sanguíneos de açúcar e de colesterol. Então, qual a resposta?

*Diet Intervention Examining the Factors Interacting with Treatment Success

1. O que o DIETFITS revelou sobre perda de peso?

O estudo acompanhou, durante um ano, 481 pessoas relativamente saudáveis, que apresentavam sobrepeso ou obesidade. No primeiro mês, todos mantiveram seus hábitos alimentares. Nas oito semanas seguintes, o grupo com dieta low-carb reduziu a ingesta total de carboidrato para 20 g por dia, e o grupo com dieta low-fat reduziu a ingesta total de gordura para 20 g por dia. Essa é uma restrição extrema! Para você ter uma ideia, um iogurte natural de leite e fermento tem, em média, 9 g de carboidrato e 7 g de gorduras totais. Esse tipo de restrição é impossível de manter por um longo período e, como apresentado no estudo, é desnecessário. Após as oito semanas, os participantes foram orientados a elevar gradativamente o consumo de carboidrato e de gordura, até um nível que eles sentiam que poderiam manter para a vida. Além disso, ambos os grupos foram orientados a:

- Comer o máximo possível de vegetais;

- Escolher alimentos integrais, nutritivos, de boa qualidade;

- Limitar qualquer alimento processado ("industrializados");

- Preparar, eles mesmos, a comida em casa;

- Evitar gorduras trans, adição de açúcar e carboidratos refinados, como farinha.

2. Não foi pedido, de maneira alguma, que contassem calorias!

Durante o ano, os participantes dos dois grupos compareceram a 22 aulas, reforçando esses princípios. Também tiveram acesso a profissionais da saúde que os guiaram em estratégias para mudança de comportamento, como traçar objetivos, aprender a lidar

com suas emoções e a desenvolver a força de vontade. Utilizando redes de apoio, evitaram voltar aos padrões alimentares que não eram saudáveis. Todos os participantes foram encorajados a cumprir as recomendações atuais para a prática de exercícios: 150 minutos por semana de atividade física aeróbica com intensidade moderada.

3. No final das contas, as duas diferentes dietas não são tão diferentes! Deu para entender? As diferenças entre os dois grupos foram mínimas.

A redução brusca no consumo de carboidrato ou de gordura diminuiu a ingestão de 500 a 600 calorias por dia, comparado ao que comiam antes do estudo, e os dois grupos tiveram perda de peso semelhante (5,4 kg), ao longo de um ano. A única diferença importante foi em relação aos níveis de LDL ("colesterol ruim"), que estavam significantemente mais baixos no grupo com restrição de gordura, e de HDL ("colesterol bom"), que estavam significantemente mais elevados no grupo com restrição de carboidrato.

4. Conclusão

É interessante observar que dietas tão diferentes, que levam a uma escolha de comidas tão distintas, na prática, não se apresentaram como uma dieta certa ou errada, melhor ou pior. A dieta dos dois grupos foi considerada saudável, e isso aconteceu por causa do estímulo ao consumo de alimentos de alta qualidade, de grãos integrais e de vegetais à vontade, evitando farinha, açúcar, gordura trans e alimentos processados. O incentivo à prática de exercício físico e a um estilo de vida ativo também foi importante para os dois grupos. Por último, e muito importante também, todos tiveram acesso a um acompanhamento focado nas mudanças de comportamento, para lidar com o comer emocional. O estudo revelou uma mudança de estilo de vida saudável e possível de ser realizada!

A mensagem que fica é a seguinte: a melhor dieta é aquela que podemos manter por toda a vida, e ela é apenas uma parte de um estilo de vida saudável. Devemos ser fisicamente ativos (no mínimo, 2 horas e meia de atividade física moderada, por semana), e, para muitos, esse estilo de vida inclui aprender a manejar o estresse, evitando determinados padrões alimentares e a sobrecarga física e mental.

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